A fase decisiva das **quartas de final da Copa do Mundo** se aproxima, prometendo embates eletrizantes que colocarão frente a frente os maiores protagonistas do futebol mundial. Este torneio, já apelidado de “Copa dos Protagonistas”, tem visto suas principais estrelas não apenas atenderem, mas muitas vezes superarem as expectativas, consolidando-se como líderes técnicos cruciais para o avanço de suas seleções. Os próximos duelos estão agendados para Boston e Kansas City, nos Estados Unidos, onde o destino do cobiçado troféu começará a ser selado.
Os protagonistas nas quartas de final da Copa do Mundo: expectativas e desempenho
Desde o início da competição, a narrativa dominante tem sido a ascensão de jogadores que carregam suas equipes nas costas, transformando talentos individuais em força coletiva. Nomes como Kylian Mbappé, Lionel Messi e Erling Haaland não são apenas artilheiros; são catalisadores que inspiram e desequilibram partidas com sua genialidade. Suas performances robustas são o epicentro das discussões e análises, moldando a percepção de uma Copa onde os indivíduos realmente fazem a diferença.
Até o momento, a tônica é clara: os craques vieram para brilhar e estão cumprindo seu papel com maestria. A atenção global se volta para esses atletas, cujas habilidades e liderança são postas à prova em cada confronto, especialmente agora que a margem para erros é mínima. A cada jogo, a lenda desses protagonistas se solidifica, pavimentando o caminho para um final de torneio inesquecível.
Mbappé e hakimi: duelo de ex-companheiros e amigos
No confronto entre França e Marrocos, um dos mais aguardados das quartas de final da Copa do Mundo, a atenção se volta para o embate pessoal entre Kylian Mbappé e Achraf Hakimi. Mbappé, a inegável estrela da seleção francesa e atacante do Real Madrid, continua a demonstrar por que é considerado um dos jogadores mais valiosos do mundo. Apesar de Michael Olise ter uma excelente temporada pelo Bayern de Munique e Ousmane Dembelé ser o atual vencedor do The Best, o camisa 10 dos Bleus é a força motriz que impulsiona a equipe.
Sua jornada neste Mundial tem sido ainda mais espetacular que as anteriores. Com **sete gols** em cinco jogos, Mbappé está a apenas um gol de igualar seu desempenho no Mundial do Catar, em 2022, onde terminou como artilheiro com oito gols em sete partidas. Nesta quinta-feira (9), a França enfrentará o Marrocos em Boston, Estados Unidos, em uma partida que promete ser um teste significativo.
Do lado marroquino, Achraf Hakimi emerge como a grande estrela dos Leões do Atlas. O lateral-direito não é apenas o líder técnico de sua equipe; ele também compartilha uma profunda amizade pessoal com Mbappé, forjada durante o período em que jogaram juntos no Paris Saint-Germain. Em sua terceira participação em Mundiais, Hakimi alcançou a marca histórica de 15 jogos, tornando-se o jogador africano com mais atuações no torneio. Apesar de atuar em uma posição defensiva, ele já registrou um gol e duas assistências nesta edição da Copa. Segundo o site Transfermarkt, o camisa 2 é o lateral mais caro do mundo, ao lado de Nuno Gomes, ambos avaliados em **80 milhões de euros**, aproximadamente R$ 471,4 milhões.
Messi e xhaka: experiência e liderança em campo
Avançando no tempo, a trajetória de Mbappé se entrelaça com a de outro gigante do futebol. O francês já acumula **19 gols** em três Copas, um feito notável. No entanto, ele ainda persegue o recorde do argentino Lionel Messi, que ostenta 21 gols em Mundiais. Messi, outro protagonista que tem superado as expectativas neste Mundial, tem **sete gols** em cinco jogos, com o diferencial de ter balançado as redes em todas as partidas que disputou. Embora Mbappé tenha passado em branco na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega na fase de grupos, ele contribuiu com duas assistências.
Enquanto o camisa 10 da França ainda não precisou acionar seu modo “bombeiro”, Messi já foi o salvador da Argentina em duas ocasiões cruciais. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde nos 16 avos de final, ele marcou um gol e participou de outros dois. Nas oitavas de final, o craque liderou a virada histórica sobre o Egito, também por 3 a 2, cruzando para o zagueiro Cristian Romero descontar e marcando o gol que empatou o confronto, consolidando sua imagem de líder inquestionável.
Nas quartas de final, a Argentina de Messi enfrentará a Suíça neste sábado (11), em Kansas City, Estados Unidos. A equipe alpina é conhecida por sua solidez e experiência, com 18 dos 26 convocados já tendo disputado alguma Copa. O meia Granit Xhaka é o protagonista de um elenco onde a força coletiva se destaca, e ele está em sua quarta participação mundialista, tendo sua estreia sido em 2014, no Brasil. Xhaka ficou marcado por sua comemoração em 2018, quando, após marcar contra a Sérvia, cruzou as mãos para formar o gesto da águia de duas cabeças, símbolo da bandeira da Albânia, em homenagem à sua origem albanesa-kosovar, um gesto que gerou repercussão geopolítica. O meia do Sunderland (Inglaterra) marcou uma vez nesta Copa, na goleada por 4 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase de grupos.
Haaland e kane: artilheiros em busca de um legado
O pódio da artilharia não é exclusivo de Messi e Mbappé. Erling Haaland também se destaca com **sete gols**, atingindo essa marca com um jogo a menos que seus rivais, já que foi poupado na derrota para a França. Estreante em Copas, o atacante do Manchester City (Inglaterra) foi o “carrasco” do Brasil nas oitavas de final, marcando duas vezes no triunfo por 2 a 1, demonstrando sua letalidade e impacto imediato no cenário mundial.
Na cola do trio de artilheiros, surge Harry Kane. O capitão inglês alcançou a marca de **14 gols** na história das Copas, superando Gary Lineker como o maior artilheiro da Inglaterra no torneio. Nesta edição, ele já balançou as redes seis vezes, com gols decisivos como os da virada para cima da República Democrática do Congo, por 2 a 1, nos 16 avos de final, e o terceiro gol contra o México, no triunfo por 3 a 2 nas oitavas.
Uma curiosidade cerca Haaland e Kane: ambos poderiam ter defendido a mesma seleção. Haaland nasceu em Leeds, Inglaterra, em 2000, último ano em que seu pai, o ex-lateral Alf-Inge Haaland, jogou pelo Leeds United. O atacante viveu na Inglaterra até os quatro anos, antes de se mudar para a Noruega. Foi uma sorte para a nação escandinava, que, com o camisa 9 como protagonista, retornou a uma Copa após 28 anos de ausência. Apenas um desses talentos inquestionáveis, Haaland ou Kane, seguirá adiante no Mundial, já que Noruega e Inglaterra se enfrentarão em um confronto direto que promete ser um dos pontos altos das quartas de final.
A iminente disputa pela supremacia global
Com os duelos das quartas de final da Copa do Mundo se aproximando rapidamente, a atmosfera de expectativa é palpável. Cada confronto não é apenas uma partida de futebol; é um capítulo na história do esporte, onde legados serão forjados e sonhos desfeitos. Os protagonistas, que até agora justificaram o apelido desta Copa, enfrentarão seus maiores desafios, com a pressão de milhões de torcedores e a glória do título mundial em jogo. A nação que conseguir alinhar a genialidade individual de suas estrelas com a coesão de um coletivo forte terá uma vantagem decisiva na corrida pelo troféu. O mundo aguarda para ver quem se erguerá vitorioso nesta fase crucial do maior espetáculo do futebol.





