Política

Dallagnol vira alvo da corregedoria por fundação de R$ 2,5 bi com dinheiro da Petrobras

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Dallagnol vira alvo da corregedoria por fundação de R$ 2,5 bi com dinheiro da Petrobras
Deltan Dallagno, da Lava Jato (Reprodução)

Corregedoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um procedimento para analisar os atos praticados por procuradores da Lava Jato que tentaram criar um fundo de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobras.

Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta quinta-feira, 14/03, revela que a corregedoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um procedimento para analisar os atos praticados por procuradores da Lava Jato que tentaram criar um fundo de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobras.

 

Um dos principais alvos da investigação é o procurador Deltan Dallagnol, líder da Operação Lava Jato e entusiasta da proposta de criação da Organização Não Governamental (ONG) com fundos da Petrobras que seria gerida por indicados pela própria Lava Jato.

 

Corregedoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um procedimento para analisar os atos praticados por procuradores da Lava Jato que tentaram criar um fundo de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobras.

A PGR diz que todos os procedimentos da corregedoria são sigilosos e que, portanto, não é possível confirmar se a averiguação já foi aberta.

A criação do fundo rachou o MPF (Ministério Público Federal): a procuradora-geral Raquel Dodge chegou a pedir ao STF a nulidade do acordo dos colegas de Curitiba para a constituição da fundação que administraria o caixa bilionário.

A repreensão pública de Dodge aos procuradores da Lava Jato é, segundo reportagem de Mário Cesar de Carvalho, na mesma edição da Folha, “a maior enquadrada que o grupo do Paraná sofreu desde que a operação começou”.

Do ministro do Supremo Marco Aurélio Mello ao PSOL, do PT ao Tribunal de Contas da União, o fundo foi bombardeado por ilegalidades, supostos conflitos de interesse e pontos obscuros nos seus objetivos. Com isso, procuradores anunciaram a desistência de criar a fundação.

 

Integrante da Lava Jato, o procurador Paulo Roberto Galvão defendeu, em entrevista a Estelita Hass Carazzai, também na Folha, a criação da ONG e disse que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, “infelizmente entendeu errado”.

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