Mundo

China declara apoio a Maduro e diz para EUA não interferirem em “assuntos internos” da Venezuela

2 min leitura
China declara apoio a Maduro e diz para EUA não interferirem em “assuntos internos” da Venezuela
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying [FOTO: Divulgação]

Da Fórum – “Quero salientar que as sanções ou a interferência externa costumam complicar ainda mais as situações e não contribuem para resolver os verdadeiros problemas”, disse a porta-voz do governo chinês. Na última década, a China destinou à Venezuela US$ 65 bilhões em empréstimos, recursos e investimentos. A Venezuela deve mais de US$ 20 bilhões aos chineses.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, anunciou nesta quinta-feira (24) que “a China apoia os esforços feitos pelo Governo venezuelano para proteger a soberania, a independência e a estabilidade do país”. Com a declaração, o governo chinês se une à Rússia e à Turquia contra a tentativa de golpe contra o governo Nicolás Maduro.

“Esperamos que a Venezuela e os Estados Unidos possam se respeitar e tratar um ao outro com igualdade, e lidar com suas relações baseadas na não interferência nos assuntos internos de cada um”, disse Chunying, acrescentando que todos os envolvidos no conflito devem buscar uma solução política para o caso por meio “do diálogo pacífico dentro da enquadramento da Constituição venezuelana”.

Na última década, a China destinou à Venezuela US$ 65 bilhões em empréstimos, recursos e investimentos. A Venezuela deve mais de US$ 20 bilhões aos chineses.

“Quero salientar que as sanções ou a interferência externa costumam complicar ainda mais as situações e não contribuem para resolver os verdadeiros problemas”, disse a responsável numa conferência de imprensa em Pequim.

O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na tarde desta quarta-feira (23) o corte total de relações diplomáticas e econômicas com os Estados Unidos e deu o prazo de 72 horas para que o corpo diplomático norte-americano deixe o país.

A medida é uma reação à nova tentativa de golpe na Venezuela amparada pelo apoio de Donald Trump e Jair Bolsonaro, que declararam oficialmente reconhecer o líder oposicionista Juan Guaidó que, durante um comício, se autoproclamou presidente.

Simulando uma cerimônia de posse em um palanque com a presença de militantes contrários ao governo, Guaidó mencionou artigos da Constituição e pediu a mobilização da população.

“Assumo a responsabilidade sob o artigo 333 e 350 da Constituição. Juro assumir o compromisso da não violência. Hoje, 23 de janeiro, juro assumir formalmente as competências do Executivo Nacional como presidente encarregado da Venezuela para alcançar o fim da usurpação”, disse o deputado.

Com informações do Valor Econômico e do Público.

Contrate um dos serviços da krsites.com.br
Posts relacionados
Mundo

Conselho Estratégico Brasil-Turquia: Novo rumo na diplomacia

6 min leitura
Recentemente, o estabelecimento de um Conselho Estratégico Brasil-Turquia foi confirmado em diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Recep…
Mundo

Descoberta de gás no Irã impulsiona potencial energético

4 min leitura
A recente descoberta de gás no Irã, anunciada pelo ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, revela um novo campo com mais de 212,4…
Mundo

Vitória de Angie Nixon nas primárias democratas da Flórida redefine rumos

6 min leitura
A democrata socialista Angie Nixon conquistou vitória inesperada recentemente nas primárias democratas da Flórida para o Senado dos Estados Unidos. O pleito…
Assine a newsletters do CBL

Adicione seu e-mail e receba na sua caixa postar Breaking news, dicas e demais conteúdos direto da nossa redação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *