Esporte

Brasil estreia no esqui cross-country em Milão-cortina

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Os jogos olímpicos de inverno de Milão-Cortina, em 2026, testemunharam a entrada do Brasil em uma de suas modalidades mais desafiadoras, o esqui cross-country, com atletas que demonstram resiliência e a ambição de representar a nação em cenários de neve e gelo.

Na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, os holofotes se voltaram para Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura, que fizeram sua aguardada estreia na prova de qualificação do sprint livre de esqui cross-country. Apesar de uma performance de destaque e a superação de marcas pessoais, nenhum dos brasileiros conseguiu avançar para a fase final da competição, que exige uma colocação entre os 30 primeiros em cada categoria. A participação, contudo, é um marco significativo, repleta de histórias de superação e dedicação ao esporte de inverno.

Desempenho notável de manex silva

O atleta acreano Manex Silva deixou sua marca histórica ao registrar o melhor desempenho já alcançado por um representante brasileiro na modalidade de esqui cross-country. Com uma performance que uniu técnica e esforço, ele concluiu a prova de qualificação na 48ª colocação, superando uma concorrência de 90 esquiadores experientes vindos de diversas nações. Seu tempo, de 3 minutos, 25 segundos e 48 centésimos, refletiu uma preparação intensa e a garra de quem compete no mais alto nível olímpico.

Apesar de não ter alcançado a fase decisiva, Manex expressou satisfação com seu resultado. “Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso”, declarou o esquiador. Sua marca em Milão-Cortina superou a 66ª colocação obtida em 2010 pela mineira Jaqueline Mourão nos Jogos de Vancouver, no Canadá, consolidando um novo recorde para o país na modalidade.

A liderança da prova masculina ficou com o norueguês Johannes Klaebo, um nome consagrado no esqui, hexacampeão olímpico, que completou o percurso em 3 minutos e 7 segundos. A presença de atletas brasileiros nesse patamar, competindo lado a lado com os gigantes do esporte, sublinha o contínuo desenvolvimento dos esportes de inverno no Brasil.

Evolução e determinação de duda ribera

No cenário feminino, a paulista Eduarda Ribera também alcançou um resultado expressivo para o Brasil. Irmã do esquiador paralímpico Cristian Ribera, Duda demonstrou não apenas habilidade física, mas também uma notável evolução mental em sua jornada olímpica. Ela encerrou a prova na 72ª posição, com o tempo de 4 minutos e 17 segundos, acumulando 226,67 pontos FIS. Este sistema de pontuação, exclusivo da Federação Internacional de Esqui e Snowboard, avalia a performance dos atletas em diferentes competições.

A atleta destacou o aprimoramento psicológico como um pilar fundamental para seu desempenho. Mais confiante, equilibrada e preparada mentalmente, ela enfatizou a importância do trabalho contínuo e da dedicação ao longo do caminho. Essa abordagem holística para o esporte é crucial para enfrentar os desafios de uma competição de nível olímpico, permitindo que Duda registre a melhor pontuação entre as mulheres brasileiras em jogos de inverno.

A jornada inspiradora de bruna moura

Uma das estreias mais aguardadas e emocionantes foi a da paulistana Bruna Moura. Sua participação nos jogos de Milão-Cortina representou um triunfo pessoal após um grave acidente de carro ocorrido há quatro anos, enquanto viajava para competir nos Jogos de Pequim. O incidente resultou em múltiplas fraturas, deixando a atleta sem andar por dois meses e exigindo um ano e meio de fisioterapia intensiva para sua recuperação completa.

Nesta terça-feira, Bruna Moura finalmente concretizou seu sonho olímpico, debutando nos jogos de inverno. Ela finalizou a prova na 74ª posição, com o tempo de 4 minutos e 22 segundos, totalizando 254,53 pontos FIS. Sua emoção era palpável ao cruzar a linha de chegada. “Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica”, comemorou a esquiadora de 31 anos.

O contexto da participação brasileira

A presença de Manex, Eduarda e Bruna no esqui cross-country em Milão-Cortina vai além dos resultados individuais. Ela simboliza o crescente investimento e a dedicação dos atletas brasileiros aos esportes de inverno, desafiando a percepção de um país tropical no cenário global da neve. Cada participação é um passo importante para o desenvolvimento da modalidade e inspira futuras gerações a buscarem seu lugar nos jogos olímpicos.

Apesar de não terem avançado às finais, a melhoria de marcas pessoais e o estabelecimento de novos recordes nacionais demonstram um progresso contínuo e uma evolução consistente. O Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina é composto por uma delegação comprometida, que busca não apenas medalhas, mas a afirmação da capacidade brasileira em um ambiente competitivo de alto nível.

Próximos desafios em milão-cortina

Os atletas brasileiros de esqui cross-country terão novas oportunidades para competir e demonstrar suas habilidades nos jogos de Milão-Cortina. A programação indica que Eduarda Ribera e Bruna Moura retornarão à neve na quinta-feira, dia 12, para a prova de 10 km feminino em técnica livre. Manex Silva, por sua vez, competirá na sexta-feira, dia 13, nos 10 km masculino também em técnica livre. Esses eventos são cruciais para que eles continuem a acumular experiência e a melhorar suas marcas pessoais.

Além disso, a delegação brasileira está envolvida em outras modalidades, com atletas como Nicole Silveira no Skeleton e Lucas Pinheiro Braathen no Esqui Alpino, Pat Burgener e Augustinho Teixeira no Snowboard, e a equipe de Bobsled, que também enfrentarão suas respectivas competições. A agenda repleta de desafios reflete o compromisso do Time Brasil em representar a nação em diversas frentes dos jogos de inverno.

O que se sabe até agora sobre o esqui cross-country?

Três atletas brasileiros – Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura – participaram da qualificação do sprint livre de esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Nenhum deles se classificou para a final, que exigia estar entre os 30 primeiros. Manex obteve a melhor posição histórica para o Brasil, ficando em 48º lugar entre 90 competidores.

Quem são os atletas brasileiros de esqui cross-country?

Os representantes do Brasil no esqui cross-country são Manex Silva, nascido no Acre, que alcançou o melhor resultado masculino do país; Eduarda Ribera, de São Paulo, que teve a melhor pontuação feminina e destacou sua evolução mental; e Bruna Moura, também paulistana, que superou um grave acidente de carro para fazer sua estreia olímpica.

Quais são os próximos passos para os atletas brasileiros?

Eduarda Ribera e Bruna Moura estão programadas para competir novamente no esqui cross-country na prova de 10 km feminino (técnica livre) na quinta-feira, 12 de fevereiro. Manex Silva, por sua vez, disputará a prova de 10 km masculino (técnica livre) na sexta-feira, 13 de fevereiro. Essas participações visam aprimorar suas marcas e experiência olímpica.

Apesar de não terem conquistado vaga na final do sprint livre, Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura deixaram uma marca de resiliência e progresso nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Com novas provas de esqui cross-country agendadas para os próximos dias, o foco agora se volta para suas futuras performances e a busca por mais avanços para o Time Brasil, reiterando o compromisso do país com o desenvolvimento dos esportes de inverno no cenário global.

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