Mesmo com um jogador a menos, a seleção inglesa supera os anfitriões por 3 a 2 e garante vaga nas quartas de final do Mundial.
A Inglaterra vence México em um confronto emocionante pelas oitavas de final da Copa do Mundo, mantendo vivo o sonho de conquistar o título global. A partida aconteceu no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, no último domingo (5), onde os Três Leões, mesmo com um jogador a menos em parte do segundo tempo, superaram a equipe anfitriã por 3 a 2. Este resultado crucial impulsiona a equipe inglesa para a próxima fase do torneio, reavivando as esperanças de levantar o troféu pela primeira vez desde 1966. A atmosfera no lendário estádio mexicano, conhecido por sua imponência e pela torcida apaixonada, adicionou uma camada extra de drama e intensidade ao duelo, testando a resiliência do elenco britânico em um ambiente hostil.
Desafios climáticos e o protocolo da Fifa
Antes mesmo de a bola rolar, o cenário na Cidade do México já apresentava um desafio significativo. A partida, inicialmente programada para as 21h (horário de Brasília), teve seu pontapé inicial postergado em uma hora. A razão foi um forte temporal que atingiu a capital mexicana, acompanhado de intensos raios. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) prontamente ativou um protocolo de segurança, habitualmente empregado em jogos nos Estados Unidos. Este procedimento visa garantir a integridade de atletas e torcedores, direcionando-os para áreas protegidas em caso de condições meteorológicas adversas. A chuva persistiu, embora com menor intensidade, durante o aquecimento das equipes, evidenciando as condições desafiadoras em que o confronto seria disputado no gramado do Azteca.
Primeiro tempo: De cautela a um frenesi de gols
Os momentos iniciais do primeiro tempo foram marcados por uma disputa intensa no meio-campo, com muita transpiração e poucas oportunidades claras de gol. Um cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice nos segundos iniciais prenunciava o ritmo físico da etapa. A primeira chance de destaque veio aos 14 minutos, em uma cabeçada do atacante mexicano Raúl Jiménez, defendida com segurança pelo goleiro Jordan Pickford. Contudo, os últimos 15 minutos antes do intervalo transformaram completamente a dinâmica do jogo. Aos 36, em um contra-ataque fulminante iniciado por Pickford na defesa, Buyako Saka avançou pela direita, superou Jesús Gallardo e cruzou na medida para Jude Bellingham abrir o placar para a Inglaterra. O gol eletrizou a partida e mudou a postura das equipes.
Apenas um minuto depois, a pressão inglesa resultou em mais um gol. Elliot Anderson desarmou Gilberto Mora na intermediária, e a bola sobrou para Bellingham, que acionou Harry Kane na área pela esquerda. Kane chutou cruzado, e o próprio Bellingham, em uma atuação inspirada, apareceu novamente para concluir e ampliar a vantagem, silenciando momentaneamente a ruidosa torcida no Estádio Azteca. O placar de 2 a 0 parecia confortável para os visitantes. No entanto, o México não se deu por vencido. Aos 42, após uma cobrança de falta pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Ezri Konsa e chegou a Julian Quiñones, que chutou forte para diminuir o marcador, recolocando os anfitriões na disputa. O empate quase veio nos acréscimos, com duas boas chances de Jiménez, a mais perigosa delas defendida brilhantemente por Pickford aos 47 minutos, em uma cabeçada que buscava o ângulo direito.
Quem está envolvido na narrativa da Copa?
A Inglaterra, com seus principais astros como Harry Kane, Jude Bellingham e Jordan Pickford, emerge como protagonista após esta vitória crucial. A equipe se prepara para enfrentar a Noruega nas quartas de final, buscando consolidar seu desempenho. Já a seleção mexicana, liderada por Raúl Jiménez e sob forte pressão de sua apaixonada torcida, encerra mais uma participação nas oitavas, uma fase que se tornou um obstáculo histórico para o país. A arbitragem de Alireza Faghani também desempenhou um papel central, com decisões revisadas pelo VAR que impactaram diretamente o andamento do jogo.
Drama na etapa complementar e decisões cruciais
A segunda etapa começou com a mesma intensidade frenética do final do primeiro tempo. Logo aos três minutos, o lateral Nico O’Reilly esteve perto de igualar o placar para o México, acertando a trave esquerda em uma finalização de primeira da entrada da área. Aos sete minutos, a partida tomou um rumo ainda mais dramático. O lateral inglês Jarell Quansah cometeu uma infração ao atingir a perna de Gallardo com a sola do pé. Inicialmente, o lance não foi assinalado, gerando intensas reclamações por parte dos mexicanos e discussões acaloradas entre os bancos de reservas. Após ser acionado pelo vídeo, o árbitro Alireza Faghani reavaliou a jogada e aplicou o cartão vermelho direto a Quansah, deixando a Inglaterra com um jogador a menos e o desafio de segurar a vantagem numérica do adversário.
Paradoxalmente, a superioridade numérica mexicana durou pouco antes de a Inglaterra ampliar o placar. Aos 12 minutos, o goleiro Raúl Rangel derrubou Anthony Gordon na área, e a arbitragem assinalou pênalti para os visitantes. Harry Kane, com sua habitual frieza, converteu a cobrança, anotando seu sexto gol na Copa do Mundo e aumentando a diferença para 3 a 1. No entanto, o próprio Kane se tornaria o pivô de outra penalidade aos 20 minutos. Em uma disputa de bola na própria área, o artilheiro acertou a perna de Brian Gutiérrez. Novamente, o árbitro, após revisão no VAR, confirmou a infração. Jiménez, batendo com firmeza, venceu Pickford e recolocou o México no jogo, com o placar de 3 a 2. A partir desse momento, a partida se transformou em um verdadeiro ataque contra defesa, com os donos da casa se lançando ao ataque na busca desesperada pelo empate e a Inglaterra se fechando para proteger sua vantagem.
O que se sabe até agora sobre as chances inglesas?
A Inglaterra, ao superar o México em um jogo desafiador, demonstrou resiliência e capacidade de adaptação, mesmo atuando com um a menos e sob grande pressão. A vitória consolida a posição da equipe como uma das favoritas ao título, evidenciando o potencial ofensivo de Bellingham e Kane. A defesa, apesar de alguns momentos de instabilidade, conseguiu se segurar nos minutos finais, garantindo o avanço. O foco agora se volta para o próximo confronto, onde os Três Leões precisarão manter o alto nível de concentração e disciplina tática para avançar.
Inglaterra vence México e mira as quartas
Com a vitória suada sobre o México, a Inglaterra garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa. O próximo adversário dos Três Leões será a Noruega, que surpreendentemente eliminou o Brasil também neste domingo, vencendo por 2 a 1 em Nova Jersey. Este confronto decisivo pelas quartas de final está agendado para o próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), e será disputado em Miami, nos Estados Unidos. A expectativa é de um duelo tático intenso entre duas equipes que demonstraram força nesta edição do Mundial. Para a Inglaterra, a oportunidade de avançar ainda mais na competição representa um passo significativo em direção ao sonho de um segundo título mundial.
A persistente maldição das oitavas para o México
Para a apaixonada torcida mexicana, o desfecho da partida no Azteca trouxe mais uma vez a amarga sensação de decepção. Desde 1986, ano em que o país sediou o Mundial e chegou às quartas de final, a seleção não consegue superar essa barreira. Com a ausência em 1990, na Itália, a equipe foi eliminada nas oitavas de final pela oitava vez nas últimas nove edições da Copa do Mundo. Em 2022, no Catar, os mexicanos sequer conseguiram avançar à fase eliminatória, ampliando um histórico de frustrações. Este ciclo repetitivo alimenta o debate sobre a necessidade de reestruturação do futebol nacional para que a equipe possa, enfim, corresponder às expectativas de seus torcedores e superar o “quinto jogo”.
O que acontece a seguir no torneio?
A Inglaterra segue para as quartas de final, onde terá um confronto desafiador contra a Noruega. Este jogo será crucial para as ambições inglesas no torneio e testará a profundidade de seu elenco e a capacidade de seu treinador em momentos decisivos. Para o México, a eliminação significa o início de um novo ciclo de planejamento e a busca por soluções para quebrar a sequência de saídas precoces. As expectativas agora se voltam para a análise de desempenho e possíveis mudanças na comissão técnica e na estratégia da seleção para as próximas competições internacionais, com o objetivo de reverter este cenário.
A resiliência inglesa diante de um adeus agridoce
No apito final do árbitro, a emoção contrastava nos semblantes das duas equipes. Enquanto os jogadores da Inglaterra celebravam uma vitória suada e significativa, que os mantém na disputa pelo cobiçado troféu, a seleção mexicana encarava o peso de mais uma eliminação dolorosa em casa. O sonho de ver a Copa “voltar para casa” permanece mais vivo do que nunca para os ingleses, que demonstraram não apenas talento técnico, mas também uma notável capacidade de superação diante de adversidades, como a expulsão de um jogador e a pressão intensa da torcida adversária. Para o México, o resultado no Azteca é um lembrete contundente de um ciclo de frustrações nas fases eliminatórias, encerrando a participação no torneio de forma agridoce e acendendo discussões sobre o futuro do futebol no país.





