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Justiça acata denúncia do MPCE e condena delegado de Aurora a 9 anos de prisão e perda do cargo

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Justiça acata denúncia do MPCE e condena delegado de Aurora a 9 anos de prisão e perda do cargo
Paulo Tavares iniciará sua sentença no regime semiaberto, perderá o cargo de delegado, ficará dois anos sem habilitação e terá que pagar uma multa de 67 mil reais à mulher que agrediu

A Vara Única da Comarca de Aurora acatou, nesta quinta-feira, 18/07, denúncia do Ministério Público e sentenciou o delegado de Polícia Civil Paulo Hernesto Pereira Tavares a 9 anos e 6 meses de prisão e à perda imediata do cargo. Ele foi condenado por diversos crimes, dentre eles, embriaguez ao volante, lesão corporal leve e desacato, ocorridos no dia 11 de novembro de 2023, no município de Aurora.

De acordo com a sentença, o réu dirigia bêbado e provocou um acidente, tendo, em seguida, agredido uma mulher e um homem com tapas. Na ocorrência, o delegado resistiu à prisão, caluniou um policial militar e desacatou uma funcionária pública do SAMU de Aurora, além de ter ameaçado uma das vítimas.

Segundo a decisão, Paulo Hernesto Pereira Tavares poderá cumprir a pena em regime inicialmente semiaberto. Além disso, ele deverá perder o cargo, com afastamento imediato de suas funções, e o direito de dirigir por 2 anos. O réu foi sentenciado, ainda, ao pagamento de danos morais às vítimas cujo valor somado é de R$ 67 mil.

No julgamento, duas testemunhas que prestaram falsos depoimentos (Raimundo Josiano Vasques Felix e Clayton Silveira de Brito Alves), réus pelo crime, foram absolvidas a pedido do MP.

A defesa de Paulo Hernesto Pereira Tavares foi procurada, mas até a publicação desta matéria não havia retornado nossa reportagem para comentar sobre a condenação do delegado de Aurora.

Entenda o caso envolvendo o delegado de Aurora

Paulo Hernesto Pereira Tavares foi preso em flagrante pela Polícia Militar no Centro de Aurora em 11 de novembro de 2023. Ele foi acusado de dirigir alcoolizado, agredir uma mulher e um adolescente, além de cometer outros crimes.

Embora tenha sido solto em audiência de custódia no dia seguinte, o delegado foi novamente preso em 24 de novembro sob suspeita de manipular testemunhas e atrapalhar a investigação policial. Em 2 de abril deste ano, a Justiça Estadual determinou sua soltura, entendendo que ele não interferiria mais no processo criminal.

Na madrugada dos crimes, Paulo Hernesto estava saindo de uma festa e, ao perseguir um adolescente de bicicleta com seu carro, perdeu o controle do veículo e se envolveu em um acidente. Após descer do automóvel, iniciou-se a confusão.

Uma mulher foi agredida com um tapa no rosto, e a ação foi filmada por testemunhas. Outras pessoas relataram terem sido perseguidas e ameaçadas pelo delegado da Polícia Civil de Aurora.

Texto com informações da Assessoria de imprensa do MPCE

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