A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou recentemente uma mudança estratégica no comando técnico de sua equipe feminina. Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete, um movimento que marca um novo ciclo para a modalidade no país. A decisão ocorre logo após a saída da técnica norte-americana Pokey Chatman e em um momento crucial, com a seleção convocada para o Campeonato Sul-Americano.
A troca no comando técnico e o cenário imediato
A Confederação Brasileira de Basquete surpreendeu o cenário esportivo nacional ao comunicar a desvinculação da técnica Pokey Chatman, que esteve à frente da seleção feminina por um período de pouco mais de um ano e meio. A notícia veio à tona nesta semana, apenas nove dias após a própria Chatman ter convocado as atletas para o iminente Campeonato Sul-Americano. A transição, embora abrupta em sua divulgação, é parte de um processo de reavaliação contínua dentro da estrutura da CBB, buscando otimizar os resultados e aprimorar a performance das equipes nacionais.
A saída de Chatman, que teve como um dos pontos altos a conquista da medalha de prata como assistente técnica na Fiba AmeriCupW, abriu espaço para um nome já conhecido e respeitado no basquete brasileiro. Léo Figueiró, que vinha atuando como assistente técnico da seleção adulta e, mais recentemente, coordenando tecnicamente as categorias de base femininas do Brasil, foi o escolhido para a difícil e honrosa missão de liderar a Amarelinha. Sua ascensão reflete uma aposta da CBB na continuidade e na experiência interna, aproveitando o conhecimento aprofundado que Figueiró possui sobre as atletas e a realidade do basquete nacional.
O perfil do novo comandante: experiência e resultados
Léo Figueiró, aos 51 anos, chega ao posto de técnico principal com um currículo sólido e multifacetado. Sua trajetória é marcada por passagens vitoriosas no comando de equipes masculinas de destaque no cenário nacional. Figueiró se notabilizou especialmente por seu trabalho com o Botafogo, onde conduziu a equipe à glória máxima da Liga Sul-Americana em 2019, um feito que consolidou sua reputação como um treinador capaz de montar equipes competitivas e vitoriosas.
Posteriormente, à frente do Vasco da Gama, Figueiró manteve sua ascendência, garantindo a participação do Cruzmaltino na Copa Super 8 nas temporadas 2023/24 e 2024/25. Essa competição reúne os oito melhores times do primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB), demonstrando a consistência de seu trabalho em alto nível. Além do sucesso em clubes, Figueiró já possuía experiência com as seleções brasileiras, tendo sido medalha de prata como assistente técnico da seleção feminina adulta na Fiba AmeriCupW, ao lado de Pokey Chatman, e campeão com a seleção masculina Sub-21 no Sul-Americano, o que demonstra sua versatilidade e capacidade em diferentes contextos e categorias.
Sua vivência internacional também inclui participação na comissão técnica masculina ao lado do croata Aleksandar Petrovic no Pré-Olímpico de 2021, o que lhe confere uma perspectiva global sobre o basquete de alta performance. Essa bagagem, que mescla sucesso em clubes masculinos, experiência em categorias de base e no cenário internacional tanto masculino quanto feminino, é vista como um trunfo fundamental para que Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete com a autoridade e o conhecimento necessários para o desafio.
O que se sabe até agora
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) confirmou a troca de comando na seleção feminina adulta. Léo Figueiró assume o posto de técnico principal, substituindo Pokey Chatman após um ano e meio. A mudança ocorre dias antes do Campeonato Sul-Americano, fundamental para a classificação à AmeriCupW. Figueiró já atuava como assistente e coordenador das categorias de base, garantindo uma transição com conhecimento interno.
A voz do novo técnico: motivação e reconhecimento
Em sua primeira declaração oficial após o anúncio, Léo Figueiró expressou o peso e a honra da nova função. “Assumir a seleção brasileira feminina é uma grande honra e uma responsabilidade que recebo com muita humildade”, afirmou o treinador. Sua fala ressalta o profundo conhecimento que já possui sobre a realidade do basquete feminino nacional, não apenas pela sua atuação como assistente, mas também pelo seu recente trabalho na coordenação das categorias de base.
Figueiró enfatizou seu envolvimento e a compreensão dos desafios à frente: “Venho acompanhando de perto o desenvolvimento do basquete brasileiro, especialmente através do trabalho que realizamos nas categorias de base. Conheço nossas atletas, nossa realidade e os desafios que temos pela frente. Agora, poder dar continuidade a esse trabalho na equipe principal é uma oportunidade que me deixa muito motivado”. Essa perspectiva de continuidade e a integração entre a base e o time principal são pilares que podem moldar a nova era sob o comando de Figueiró.
Quem está envolvido
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) é a principal instituição envolvida na decisão de que Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete. O técnico Léo Figueiró, com vasta experiência em clubes e seleções, é o novo protagonista. Pokey Chatman, a técnica anterior, encerra seu ciclo. As atletas da seleção, o corpo técnico e toda a estrutura do basquete nacional são diretamente afetados e envolvidos nesta transição.
O primeiro teste: Campeonato Sul-Americano e as ambições
O desafio inicial para Léo Figueiró no comando da Amarelinha será o Campeonato Sul-Americano, uma competição de suma importância que serve como classificatório para a AmeriCupW, a Copa América do basquete feminino. O torneio terá início a partir de 3 de agosto e será sediado em Zárate, na Argentina. A performance neste campeonato é fundamental para as aspirações futuras da seleção brasileira no cenário continental e mundial.
O Brasil está inserido no Grupo B do torneio, onde enfrentará as seleções de Venezuela e Chile. Na outra chave, competirão Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai. A dinâmica da primeira fase prevê confrontos diretos dentro de cada grupo. O líder de cada chave avança diretamente para a semifinal, enquanto o segundo e o terceiro colocados disputarão um playoff para assegurar as vagas restantes. A relevância do Campeonato Sul-Americano é ampliada pelo fato de que o torneio distribuirá quatro vagas para a AmeriCupW de 2027, que será realizada em El Salvador.
A missão de Léo Figueiró é clara: garantir não apenas a classificação, mas também iniciar a implementação de sua filosofia de jogo e consolidar a união do grupo em um curto espaço de tempo. Este torneio será o primeiro termômetro da nova gestão e de como as atletas reagirão à liderança do treinador, que já conhece muitas delas do tempo de assistente ou das categorias de base.
Contexto do basquete feminino brasileiro: desafios e resgate
O basquete feminino brasileiro possui uma história rica e gloriosa, com títulos mundiais e importantes medalhas olímpicas que marcaram gerações. No entanto, nas últimas décadas, a modalidade tem enfrentado desafios significativos para manter-se no topo do cenário internacional. A renovação de talentos, a manutenção de uma liga nacional forte e o investimento contínuo nas categorias de base são aspectos cruciais para o resgate de sua posição de destaque. A decisão de que Léo Figueiró assume seleção feminina de basquete reflete uma busca por estabilidade e um projeto de longo prazo.
A CBB tem se empenhado em reestruturar as fundações do basquete feminino, e a nomeação de Figueiró, que já coordenava as categorias de base, pode ser vista como um passo estratégico nessa direção. A intenção é criar uma ponte mais sólida entre as jovens promessas e a equipe adulta, assegurando um fluxo contínuo de atletas preparadas para os desafios do alto rendimento. A experiência de Figueiró em diferentes níveis e com distintas realidades do basquete brasileiro o qualifica para essa missão de alinhamento e desenvolvimento.
O cenário atual exige não apenas resultados imediatos, mas também a construção de um legado. O novo técnico terá a tarefa de equilibrar a pressão por vitórias com a necessidade de desenvolver um estilo de jogo consistente e uma identidade para a equipe, fatores essenciais para reconquistar a confiança dos torcedores e o respeito dos adversários. O basquete feminino brasileiro anseia por um novo capítulo de sucesso e protagonismo, e a chegada de Figueiró pode ser o catalisador para essa transformação.
O que acontece a seguir
O primeiro grande desafio para a seleção, agora sob a liderança de Léo Figueiró, será o Campeonato Sul-Americano na Argentina, em agosto. O objetivo principal é conquistar uma das quatro vagas disponíveis para a AmeriCupW de 2027. Além disso, o novo técnico iniciará a implementação de sua filosofia de jogo, buscando consolidar um projeto que integre as categorias de base com a equipe principal, visando resultados de longo prazo no basquete feminino.
O impacto da transição e a expectativa para o futuro
A transição no comando técnico de uma seleção é sempre um momento de reajustes e expectativas. Para as atletas, a chegada de um novo treinador significa a assimilação de novas estratégias, táticas e, por vezes, um novo ambiente de trabalho. Léo Figueiró, com seu histórico de resultados e seu perfil de liderança, tem a oportunidade de infundir uma nova energia na equipe, aproveitando o conhecimento prévio que possui de muitas jogadoras.
A CBB, ao optar por um nome de dentro da própria estrutura, sinaliza uma busca por sinergia entre os diferentes níveis do basquete feminino, desde as categorias de base até a equipe principal. Esse alinhamento é crucial para a sustentabilidade do projeto e para garantir que o Brasil continue a revelar e desenvolver talentos. O sucesso no Sul-Americano será o primeiro passo para solidificar a gestão de Figueiró e para iniciar a construção de um caminho promissor rumo às grandes competições internacionais.
A expectativa é que a seleção brasileira, sob a batuta de Figueiró, possa apresentar um basquete competitivo, vibrante e que reflita a garra e o talento das atletas brasileiras. O desafio é grande, mas a motivação e a experiência do novo técnico oferecem uma base sólida para que o basquete feminino do Brasil reencontre seu caminho de vitórias e reconhecimento no cenário global. A comunidade do basquete aguarda com otimismo os próximos capítulos desta nova fase.
A consolidação de um projeto para o futuro do basquete feminino
A nomeação de Léo Figueiró para liderar a seleção feminina de basquete é mais do que uma simples troca de técnicos; representa um pilar fundamental na estratégia de longo prazo da Confederação Brasileira de Basquete. Ao integrar um profissional que transita entre as categorias de base e a equipe principal, a CBB busca uma abordagem holística para o desenvolvimento da modalidade. Este projeto visa não apenas resultados imediatos, mas a construção de uma estrutura sólida que garanta a perenidade do talento e a competitividade do Brasil nas arenas internacionais, reafirmando o compromisso com um futuro próspero para o basquete feminino.





