Vereadora Duda Hidalgo (PT) encaminha representação ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) contra o deputado estadual Lucas Bove (PL) pela veiculação de material que configura propaganda irregular em Ribeirão Preto e região.
Uma representação por propaganda irregular foi formalizada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) nesta semana pela vereadora Duda Hidalgo (PT), de Ribeirão Preto (SP). O alvo da denúncia é o deputado estadual Lucas Bove (PL), acusado de utilizar indevidamente a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em seu material de campanha. Segundo a acusação, essa prática desrespeita as normas eleitorais vigentes e pode configurar propaganda antecipada, buscando influenciar o eleitorado antes do período permitido pela Justiça Eleitoral.
Detalhes da denúncia e o material contestado
A vereadora Duda Hidalgo, atuante na política de Ribeirão Preto, protocolou a representação com a solicitação urgente de remoção de todo o material considerado abusivo. A denúncia aponta que o deputado Lucas Bove tem promovido sua imagem e potencial candidatura utilizando panfletos, posts em plataformas digitais e, possivelmente, outros veículos de comunicação, que associam de forma explícita e direta sua figura à do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta estratégia, no entendimento da vereadora e de sua assessoria jurídica, transgride a legislação eleitoral ao criar uma vantagem desproporcional e prematura na percepção pública, afetando a isonomia que deve prevalecer em qualquer pleito.
O que a justiça eleitoral deve investigar
A ação de Duda Hidalgo pede a remoção do conteúdo e a apuração dos custos e da abrangência do material. A principal argumentação é contra a propaganda eleitoral antecipada e o uso irregular de figuras políticas. O TRE-SP avaliará a gravidade da infração e os possíveis impactos na isonomia do pleito.
As bases legais contra a propaganda irregular
A legislação eleitoral brasileira estabelece diretrizes claras e rigorosas para o período pré-eleitoral, especialmente no que tange à veiculação de imagens e à promoção de candidaturas. A representação de Duda Hidalgo encontra respaldo em artigos que proíbem explicitamente a propaganda irregular e a propaganda eleitoral antecipada, caracterizadas pela veiculação de conteúdo que possa, direta ou indiretamente, pedir votos ou induzir o eleitor a apoiar um determinado nome antes do período oficial de campanha. O uso de uma figura pública de grande destaque, como o ex-presidente, em materiais promocionais é um dos focos da contestação, pois pode ser interpretado como uma tentativa de vincular a popularidade de um a outro, gerando confusão e possível ilegalidade. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já emitiu diversas resoluções e decisões sobre o tema, reforçando a necessidade de igualdade nas disputas.
Quem são os atores envolvidos no processo jurídico
A vereadora Duda Hidalgo é a autora da representação, enquanto o deputado Lucas Bove é o representado. O processo tramitará no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, com a participação do Ministério Público Eleitoral e advogados de ambas as partes. Os desembargadores eleitorais tomarão a decisão final.
Implicações e desdobramentos para o mandato de Bove
Caso a Justiça Eleitoral considere a denúncia procedente e as evidências de propaganda irregular se confirmem, o deputado Lucas Bove pode enfrentar uma série de sanções. A medida mais imediata e provável seria a determinação judicial para a remoção compulsória de todo o material considerado ilícito, tanto físico quanto digital. Além disso, a legislação prevê a aplicação de multas financeiras que podem ser substanciais, variando conforme a gravidade da infração, a abrangência da divulgação e o número de reincidências. Em cenários mais graves, a comprovação de má-fé ou abuso de poder econômico, embora não seja a alegação principal neste momento, poderia levar a consequências ainda mais sérias, como a cassação de registro ou diploma.
Os próximos passos no Tribunal Regional Eleitoral
O TRE-SP notificará Lucas Bove para apresentar sua defesa. Em seguida, poderá haver produção de provas e manifestação do Ministério Público Eleitoral. O processo culminará com o julgamento pela Corte Eleitoral, que emitirá a decisão final. Esta pode ser passível de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
A integridade eleitoral e a fiscalização ativa da Justiça
Este episódio envolvendo a vereadora Duda Hidalgo e o deputado Lucas Bove ressalta a vital importância da fiscalização contínua e ativa da Justiça Eleitoral sobre todas as atividades e campanhas políticas no Brasil. O principal objetivo é garantir um ambiente de igualdade de condições entre todos os candidatos e partidos, assegurando a legitimidade e a transparência do processo democrático. A atuação de parlamentares, de eleitores e de órgãos fiscalizadores na apresentação de denúncias de propaganda irregular é um pilar fundamental para coibir abusos e distorções. A manutenção da lisura eleitoral é uma responsabilidade compartilhada, e a resposta rápida do TRE a tais acusações é crucial para preservar a confiança pública no sistema.





