O sonho do Mirassol na Libertadores chegou ao fim nesta semana. O time paulista foi eliminado das oitavas de final após ser superado nos pênaltis pela LDU, por 5 a 4, em um confronto decisivo no Estádio Casa Blanca, em Quito (Equador). A partida terminou sem gols no tempo normal, levando a disputa para as penalidades e selando o destino do Leão Caipira na competição continental. Essa eliminação define o próximo adversário do Palmeiras, que agora enfrentará a equipe equatoriana nas quartas de final, em um duelo que promete alta intensidade e estratégias bem definidas.
O clube do interior de São Paulo, estreante no torneio mais prestigiado do futebol sul-americano, demonstrou resiliência e tática durante boa parte do embate. Mesmo diante de uma LDU com um retrospecto histórico expressivo contra equipes brasileiras em seus domínios, o Mirassol impôs dificuldades. Nos 33 jogos anteriores em casa, os campeões da América do Sul em 2008 perderam apenas seis vezes, vencendo em 22 ocasiões e empatando em cinco, números que sublinham a força equatoriana em seu estádio e a complexidade do desafio enfrentado pelo Leão Caipira.
A estratégia do Mirassol na Libertadores e a pressão da altitude
Na partida de ida, realizada há uma semana no Maião, em Mirassol (SP), as equipes empataram em 1 a 1, o que significava que uma vitória simples para qualquer um dos lados garantiria a classificação. Para o confronto decisivo em Quito, o técnico Rafael Guanaes adotou uma estratégia de rodízio de elenco. Priorizando a manutenção no Campeonato Brasileiro, o Mirassol entrou em campo com diversos jogadores reservas. Apenas o goleiro Walter e o zagueiro Willian Machado, titulares no jogo anterior contra a LDU, iniciaram a partida, enquanto nomes como o meia Eduardo, autor do gol do Leão Caipira no primeiro embate, e o lateral Reinaldo sequer viajaram com a delegação.
A LDU tentou capitalizar a favor os 2.850 metros de altitude de Quito, buscando sufocar o Mirassol desde os primeiros minutos. Logo no primeiro minuto, o volante Sebastián González avançou e chutou forte, exigindo uma defesa de Walter. Aos 29 minutos, na melhor chance dos anfitriões no primeiro tempo, José Cuero finalizou cruzado após uma bola alçada, e o atacante Janner Corozo tentou desviar, mas o zagueiro Lucas Oliveira se antecipou e evitou o gol paulista. Contudo, o Leão Caipira conseguiu ajustar a marcação à medida que a primeira etapa avançava e criou sua própria oportunidade aos 24 minutos, com o meia Shaylon chutando rente à trave direita, após uma saída de bola equivocada da equipe equatoriana.
Segundo tempo, chances e desfecho nos pênaltis
Na etapa final, o jogo se abriu mais, com a LDU oferecendo espaços e demonstrando certa impaciência. O Mirassol aproveitou para ter mais presença no ataque, embora pecasse no último passe. A entrada de jogadores considerados titulares, como o volante Neto Moura e os atacantes Alesson, Carlos Eduardo e Bruno Santos, trouxe mais qualidade e ofensividade à equipe brasileira. A chance mais clara dos paulistas surgiu aos 45 minutos, quando o lateral Daniel Borges chutou de primeira, mirando o canto, mas o goleiro Gonzalo Valle fez uma importante defesa.
Em uma resposta imediata aos 48 minutos, o atacante Michael Estrada teve uma grande oportunidade para a LDU após um erro na defesa de William Machado. No entanto, o atacante desperdiçou a chance em frente ao gol, mantendo o placar inalterado até o apito final. Com o 0 a 0, a decisão da vaga para as quartas de final foi para a disputa de pênaltis. A primeira cobrança se mostrou decisiva: o lateral Victor Luís, do Mirassol, teve a batida defendida por Valle. A partir daí, todas as outras cobranças foram convertidas, e o atacante Fernando Cornejo, na quinta tentativa da LDU, selou a classificação dos anfitriões e a despedida do Mirassol da competição.
O que se sabe sobre a eliminação e os próximos passos
O Mirassol encerra sua inédita participação na Copa Libertadores após a derrota nos pênaltis para a LDU. A equipe equatoriana avança e enfrentará o Palmeiras, que já havia garantido sua vaga nas quartas de final ao eliminar o Cerro Porteño (Paraguai) na última quarta-feira (19). Por ter uma campanha superior na fase de grupos, a LDU terá a vantagem de decidir o confronto em casa. O jogo de ida será no Nubank Parque, em São Paulo, prometendo um embate de alto nível entre dois postulantes ao título continental.
Quem está envolvido no cenário atual do torneio
Os principais envolvidos são o Mirassol, que se despede; a LDU, agora classificada; e o Palmeiras, que herda a equipe equatoriana como adversário nas quartas. O técnico Rafael Guanaes do Mirassol tomou decisões estratégicas, poupando jogadores devido à importância do Campeonato Brasileiro. No lado da LDU, jogadores como Sebastián González e José Cuero tiveram momentos de destaque. O goleiro Walter foi um dos pilares defensivos do Mirassol. A próxima fase envolve diretamente a comissão técnica e o elenco de Palmeiras e LDU.
O que acontece a seguir no futebol sul-americano
Com a definição dos confrontos de quartas de final da Libertadores, o foco se volta para o duelo entre LDU e Palmeiras. Enquanto isso, outras equipes brasileiras também avançaram em seus respectivos torneios continentais. Vasco e Santos se classificaram, nesta quinta, às quartas de final da Copa Sul-Americana. O Cruzmaltino foi ao Paraguai e goleou o Olímpia por 4 a 1, de virada. O Peixe, por sua vez, garantiu a vaga com um empate sem gols contra o Macará no Equador, após vencer em casa. Esses resultados mantêm o Brasil fortemente representado nas fases finais das competições da Conmebol.
O legado e o futuro após a jornada continental
Apesar da eliminação, a participação do Mirassol na Libertadores representa um marco histórico para o clube. A experiência de competir em nível continental, enfrentar adversários de tradição e atuar em estádios icônicos, como o Casa Blanca em Quito, agrega um valor inestimável para o desenvolvimento da equipe e de seus jogadores. O retorno ao cenário doméstico agora exige foco total no Campeonato Brasileiro, onde a equipe busca consolidar sua posição e construir uma base sólida para futuras aspirações. A jornada, embora encerrada, deixa um legado de aprendizado e inspiração para o futebol paulista e brasileiro, demonstrando que equipes emergentes podem desafiar os gigantes continentais.





